O fim de 2011 passou deixando uma ordem interior pacífica. Consegui me manter longe da histeria natalina o máximo possível (exceto as vezes que tive que aturar o remix de jingle bells tocando aos berros no supermercado...) e principalmente aproveitei a época para colocar tarefas e pensamentos em dia.
Cozinhei com calma para os amigos (algumas coisas tiveram sucesso, outras foram um fracasso, mas o processo foi delicioso em ambos casos), tive largas conversas telefônicas com pessoas amadas, enviei e recebi mensagens fraternais verdadeiras e basicamente senti gratidão. Agradeci pelo momento que estou vivendo, por estar onde quero estar, física e emocionalmente, por ter o apoio da minha família e dos meus amigos, pela minha cachorra companheira fiel e por tudo que amo nesse mundo.
Gosto quando a minha mente entra nesse modo de funcionamento. A paz de espírito favorece um mergulho inconsciente lá no fundo da memória, conectando várias coisas que aconteceram há muito tempo e que hoje tomam forma com todo o sentido do mundo. (Já tinha falado sobre isso aqui.)
Dessa vez aconteceu, creiam, lendo uma reportagem excelente sobre Justin Bieber publicada no El Pais Semanal. Me fez lembrar que um dia fui uma pré adolescente que derramou lágrimas pelo grupo Menudo e verdadeiramente sentiu paixão profunda por eles. Naquela época nem sonhávamos com Internet, assim que todos os dias saíamos do colégio e nos abarrotávamos em frente da banca de revistas para saber as ultimas novidades sobre nossos amados. Eu era apaixonada por Ray, mas quando ele abandonou o grupo não pensei duas vezes antes de amar a Robby. (Pelo menos mantive a compostura e nunca cheguei a amar Ricky Martin, que também entrou no grupo um tempo depois)
Dessa vez aconteceu, creiam, lendo uma reportagem excelente sobre Justin Bieber publicada no El Pais Semanal. Me fez lembrar que um dia fui uma pré adolescente que derramou lágrimas pelo grupo Menudo e verdadeiramente sentiu paixão profunda por eles. Naquela época nem sonhávamos com Internet, assim que todos os dias saíamos do colégio e nos abarrotávamos em frente da banca de revistas para saber as ultimas novidades sobre nossos amados. Eu era apaixonada por Ray, mas quando ele abandonou o grupo não pensei duas vezes antes de amar a Robby. (Pelo menos mantive a compostura e nunca cheguei a amar Ricky Martin, que também entrou no grupo um tempo depois)
(olha eles aí... que remelexo, que charme, que masculinidade, que poesia...)
Tinha 11 anos na época. Esse amor era a materialização da concepção platônica, mas foi ele que me fez alcançar meu primeiro propósito na vida. Aconteceu quando o Menudo anunciou uma turnê pelo Brasil e incluiu Salvador na agenda. Fiquei louca-alucinada e pedi com antecedência para meus pais comprarem o ingresso do show. Meu pai era durão e de cara disse não.
Não sei se ele fez isso só para me testar ou porque achava, com razão, que o Menudo podia ser daninho para minha integridade cultural, só sei que ele acendeu em mim a luz da determinação (valeu pai!): decidi que os veria de perto, nem que fosse por cima do meu próprio cadáver.
Tinha 11 anos na época. Esse amor era a materialização da concepção platônica, mas foi ele que me fez alcançar meu primeiro propósito na vida. Aconteceu quando o Menudo anunciou uma turnê pelo Brasil e incluiu Salvador na agenda. Fiquei louca-alucinada e pedi com antecedência para meus pais comprarem o ingresso do show. Meu pai era durão e de cara disse não.
Não sei se ele fez isso só para me testar ou porque achava, com razão, que o Menudo podia ser daninho para minha integridade cultural, só sei que ele acendeu em mim a luz da determinação (valeu pai!): decidi que os veria de perto, nem que fosse por cima do meu próprio cadáver.
Peguei uma caixa vazia de sabonetes English Lavender (juro, poderia descrever essa caixa nos seus mais mínimos detalhes) e guardei no fundo de uma gaveta do meu armário. Deixei de merendar no colégio para desviar todo o dinheiro que economizava no recreio para a tal caixa. Fiz isso religiosamente durante semanas, até que a caixa ficou bem gordinha e eu mais magrinha. Foi quando a minha mãe bisbilhotando a encontrou e ficou abismada com o tesouro arrecadado. Sem entender muito bem como aquilo tinha sido gerado, falou com meu pai, ele me perguntou e eu tive que confessar.
Foi então que eles perceberam como aquele show era importante para mim e me compraram a entrada, assignando como responsável a minha pobre irmã mais velha, que sempre foi mais inteligente que eu e odiava o Menudo, mas heroicamente nos acompanhou ao estádio no dia do show. A história seguiria entre lágrimas e decepções, mas isso ficará para um outro post talvez.
É que depois disso ainda tive forças para amar o grupo Dominó, cujos nomes dos integrantes já nem lembro mais. Acho que eu amava um tal de Afonso, ou sei lá quem, definitivamente foi uma relação mais fugaz. Depois do furacão Menudo meus pais desistiram de tentar me controlar e dessa vez fui parar diretamente na porta do hotel onde eles estavam hospedados em Salvador, acompanhada por minha prima-irmã e outra amiga nossa, fieis escudeiras nessa época (fomos juntas ao show do Menudo também).
Não me perguntem como, mas depois de nos descabelarmos muito no meio de um monte de garotas tão apaixonadas como nós, conseguimos penetrar no tal hotel e sorrateiramente subimos até o andar onde eles estavam hospedados. Só fomos flagradas pelo segurança quando já estávamos a ponto de entrar no quarto, onde eles estavam reunidos com a porta inocentemente entreaberta.
Esse talvez tenha sido o primeiro golpe intenso de adrenalina que experimentei na vida. Fomos muito corajosas e mesmo não tendo conseguido alcançar nosso objetivo o fato de ter chegado tão perto nos encheu de orgulho. Eu simplesmente adorei a sensação. Nesse momento ficou claro que por mais que algo parecesse impossível, sempre valia a pena tentar.
Agora as lembranças voltaram na minha mente com uma força tão grande que pude visualizar cada detalhe, experimentando outra vez a intensidade de todos os sentimentos daquele então, como se eu fosse uma espia de mim mesma. Como tinha dito antes, fez o maior sentido do mundo lembrar que ainda levo tudo isso dentro do coração, sem sombra de melancolia.
Às vezes para decidir onde queremos chegar, é preciso antes lembrar de onde viemos e revisar tudo que já carregamos dentro da mochila. Por isso nesse ano novo não faço nenhum tipo de planteamento, nem listas, nem pedidos. Simplesmente desejo que a vida continue sempre cheia de novos desafios e paixões pelo caminho, e que eu sempre saiba desfrutar ao máximo de todos eles.
Viva o 2012! Viva a vida, sempre. Ah! No te reprimas!!
Viva o 2012! Viva a vida, sempre. Ah! No te reprimas!!
*****
P.S.: Vale a pena ressaltar que não cheguei a vibrar nunca por nenhum integrante do grupo Tremendo, mas agora fico pensando que lições poderia haver tirado desse possível amor...
Também eram grandes poetas:
Muchachos y muchachas se estan divirtiendo
Con este ritmo loco
Suena tremendo
Por eso es que lo bailan
Suena tremendo
Se van a enloqueceeeer....






5 comentarios:
Bel Querida!
Me diverti muito lendo esse seu post. Lembrei de como eu era tb apaixonava pelo grupo Menudo...hehehe
Adoro seu Blog...passo sempre por aqui. Já te disse que deveria escrever um livro? :)
Mas tem que me prometer que me enviará um autografado...heheh
Beijo queridona.
Feliz 2012 cheio de paz, luz, saúde e muito sucessoooo
DedéiA
Bel,
Feliz Ano Novo.
Eu sempre fui apaixonada por Caetano e chorei muito quando o vi ao vivo pela primeira vez no TCA.
bjss e sucesso, gosto de seus postings, tava com saudades deles.
obrigada por esclarecer, depois de tantos anos, como foi que eu tinha entrado na viagem de levar as três mocinhas (hoje seriam chamadas de piriguetes! rs) à fonte nova. Este episódio também está registrado em minha biografia e, sempre que assisto a toy story, lembro de vocês trés que, se fossem personagem do filme, seriam aqueles marcianinhos que sempre dizem para o sr cabeça de batata: "seremos eternamente gratos"! ufff... até hoje não sei como coube tanto biscoito recheado dentro daquelas mochilhas que, rapidamente, sobraram para eu carregar! e vc lembra que meu pai, pensando na segurança, comprou um camarote para o show e, ao chegar lá, havia torres de caixa de som na frente e vcs só viam os pezinhos de roy, robbie e seilámaisquem?? e o desespero de vocês três, chorando sem parar porque não viam nada??? e que a gente teve que se enviar no meio do povo lá pela arquibancada para vcs não se reprimirem??? ainda bem que andré é hardrocker!!! rs
bjs, sis
há!há!há!
tá muito engraçado isso viu minha gente!
eu tbm era apaixonada por eles,sempre fiel a Robby,e tbm fui no show na fonte nova,minha mae me levou e me lembro até hj de um senhor,pai de alguma menina tiete como eu,perguntar a minha mae se eu estava gripada pq ñ parava de fungar e limpar o nariz...que inocente esse pai...eu tava era me debulhando de emoçao! e eles ainda nem tinham entrado no palco!
delícia lembranças!
la prima céu!
há! esqueci de dizer que durante um tempo eu e minhas amigas depois da escola, nos juntavamos na varanda pra ensaiar a dança cantando emocionadíssimas!
ai que bom isso!
só vc viu prima!
céu
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