miércoles 11 de noviembre de 2009

Amsterdam parte 5: arte in & out



Art is in the air, everywhere you look around. Basta com lembrar que Vermeer, Van Gogh e Rembrandt (entre muitos outros) nasceram em solo holandês para imaginar o grau de inspiração e referência artística que essa gente tem. O bom gosto está estampado em todas as partes da cidade, dentro e fora dos museus. Nos muros, nas vitrines e até na maneira como eles se vestem.

Dediquei algumas muitas horas aos principais museus e faria tudo outra vez.

O museu Van Gogh é uma verdadeira viagem através da trajetória de um gênio. O nascer e morrer estão plasmados de maneira visceral, o drama de uma pessoa extremamente sensível estampado nas paredes. Os quadros são como o sangue que corre pelas veias, tudo flui, vida no estado mais puro. Verdadeiramente comovente.

A casa/museu de Anne Frank foi um dos lugares mais impressionantes que já fui na vida. O fato de ter ido sozinha ressaltou ainda mais o terror que aquele lugar provoca. Ler trechos do famoso diário estando no mesmo ambiente onde ele foi escrito toca fundo. Inacreditável que tudo isso aconteceu. Saí em silêncio profundo e assim fiquei por um bom tempo. Que pena que nem sempre a vida imite a arte. Mas valeu o impacto, me fez repensar muitas coisas.

*** (anotar na lista de pendências: reler o diário de Anne Frank) ***

O museu Rijks Museum tem o tamanho ideal e um acervo incrível. Conta muito bem a trajetória de vários pintores e consequentemente a evolução do povo holandês e seus costumes. Uma viagem no tempo com direito a tropeções com surpresas inesperadas. E nesse dia tive a sorte de estar em companhia do meu cumpadre Zepi, disfrutando do seu conhecimento invejável sobre arte. Master class!

A grande surpresa foi um museuzinho pequenino chamado Van Loo. Um dia caiu o maior toró e eu me refugiei lá. Na verdade é uma casa maravilhosa de uma família riquíssima transformada em museu. Não tem tantas coisas, mas tem o clima de "lar" e me senti como uma convidada de verdade. Não tem ninguém vigiando as salas e dá para passear tranquilamente pelo jardim. Uma viagem no tempo e no espaço. Me fez lembrar o Museu Carlos Costa Pinto, lá em Salvador.

Foi o único onde me senti a vontade para fotografar por dentro:



E quando andava pelas ruas continuava a fascinação, estava constantemente recebendo inputs e mensagens. A filosofia do street art é praticada na íntegra e com fundamento. Fiz uma série de fotos de intervenções urbanas, coloco aqui uma seleção das minhas favoritas (imaginem quantas fotos tenho em total...).



E para completar a esbórnia artística estavam realizando a Elephant Parade, uma releitura da Cow Parade, com fins benéficos. Tinha elefante espalhado pra tudo quanto é lado.

Vou criticar um pouquinho aqui... pra não ficar parecendo que eu só puxo o saco dos Amsterdammers. Alguns elefantes eram bem horrorosos, pareciam projeto de fim de curso da escola de pintura das vovós do bairro (com todo respeito). Mas mesmo assim os bichinhos davam muita vida à cidade. Clique aqui para ir ao site do evento.


Finalizo este post com meu elefante favorito, ele estava do lado do meu hotel e viramos grandes amigos. Todo santo dia eu passava perto dele de bicicleta para dar um "oi". Saudades...

4 comentarios:

Ciça Donner dijo...

Maninha mas que guia... sabe que estou planejando um pulo rapidinho em Amsterda no proximo verao e com certeza teus post vao comigo a tira colo!!!

BEIJOS

noemi dijo...

que buenas capturas nena..!
inspiradoras imágenes,
merçi...


besos
Noe

Hilda dijo...

Que linda suas fotos!!!
Quero voltar a Amsterdan logo e ir a varios museus, como fiquei apenas dois dias la nem fui, acredita??? Logo eu que sou rata de museu e galeria... rs
Bjs

Janes dijo...

Noooossa!! Vou querer ir à Amsterdam também!! Rsss... Então Bel, estava tão na dúvida, pq gostei dos posts de todas vocês, que resolvi fazer metade do tempo em Sevilla e a outra em BCN...rsss Na verdade, eu queria era conhecer tudo, né?!?!! rsss só mais uma perguntinha... você conhece as escolas Enforex e Don Quijote em BCN? Sei que a Enforex comprou a Don Quijote e esta última é um pouquinho mais cara que a Enforex, mas não sei porquê.... você saberia me dizer qual a melhor? Pelo que pesquisei, parece que a Enforex é mais para o público até 25/28 anos e a Don QUijote mais para acima de 30 (meu caso). Só não sei se essa informação procede. Obrigada de novo pela atenção! Bjos e quem sabe até Barcelona!! Jana.